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Estudo revela que 8% da riqueza mundial está em paraísos fiscais

Ao menos US$ 7,6 trilhões - 8% da riqueza mundial - estão em contas de particulares em paraísos fiscais

A Lenda oriental

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Vendas de Natal em shoppings crescem 5,5% em 2018


Alshop estima que, no acumulado no ano, as vendas no segmento registraram um crescimento de 6% sobre 2017, correspondendo a R$ 156,3 bilhões.


As vendas dos lojistas em shoppings center cresceram 5,5% neste Natal em relação ao mesmo período de 2017, informou nesta quarta-feira (26) a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).
Os dados foram apurados em pesquisa realizada com 400 empresas de varejo associadas à Alshop, que reúnem aproximadamente 30 mil pontos de vendas no país.
Trata-se do segundo ano seguido de crescimento nas vendas. Em 2017, os shoppings tiveram um aumento de 6%.
Os produtos mais procurados no Natal neste ano foram, pela ordem: moda masculina e feminina, calçados, perfumes e cosméticos, e brinquedos.
A Alshop estima que, no acumulado no ano, as vendas no segmento registraram um crescimento de 6%, correspondendo a R$ 156,3 bilhões.
Desempenho do comércio em 2018
Evolução das vendas em relação a 2017, por segmento
88881,61,6-5-555887,57,56666Perfumaria e CosméticosÓculos, bijuterias e acessóriosVestuário Masculino e FemininoCalçadosEletroeletrônicosBrinquedosPetsEletrodomésticosCelulares Smartphones-50510-10
Fonte: Alshop

País ganhou 13 shoppings em 2018

Segundo a associação, em 2018 foram inaugurados 13 shoppings no país. "Em 2017 tínhamos 773 shoppings e em razão dessa reclassificação e da abertura de 13 novos shoppings tradicionais, bem como fechamento de shoppings rotativos, ficamos com 754 centros comerciais", informou a Alshop, em balanço.
A indústria de shoppings no Brasil fechou o ano com 112 mil lojas, o que representa uma redução de 9,6% ante as 124 mil lojas em operação ao final de 2017.

Consultas para vendas a prazo crescem 2,66%

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as consultas para vendas a prazo nos 21 dias anteriores ao Natal (entre 04 e 24 de dezembro) cresceram 2,66% na comparação com o mesmo período de 2017.
Trata-se também do segundo ano consecutivo de alta e do melhor resultado desde 2004. Nos últimos anos, as vendas a prazo no Natal tiveram o seguinte desempenho: +2,13% (2017), -2,29% (2016), -4,16% (2015), -8,3% (2014), +3,62 (2013) e +3,90% (2012).
De acordo com um levantamento da CNDL e do SPC Brasil, o gasto médio do brasileiro com o total de presentes de Natal foi estimado em R$ 115,9.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Simples Nacional: termina nesta quarta-feira o prazo para adesão de empresas


Termina nesta quarta-feira (31) o prazo para as empresas aderirem ao regime tributário Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, que unifica 8 impostos municipais, estaduais e federais em uma só guia com vencimento mensal.
A solicitação de adesão é feita somente pela página do Simples Nacional


Em 2018, entram em vigor mudanças no Simples que foram anunciadas em 2016. O limite de faturamento para participar do regime tributário sobe de R$ 3,6 milhões por ano para R$ 4,8 milhões.
Novas categorias poderão aderir ao Simples, como pequenas fabricantes de bebidas alcoólicas e empresas de áreas como veterinária, psicologia e acupuntura. Outras áreas não poderão mais se cadastrar no regime, como empresas de contabilidade ou personal trainer.

Empresas com débitos

Durante o ano de 2017 e início de 2018, segundo a Receita Federal, 468.572 empresas foram excluídas do Simples Nacional por causa de débitos, sendo 380.192 pela Receita, 26.425 pelos estados e 61.955 pelos municípios.
Essas empresas constarão como “Não optante” no portal do Simples Nacional, mas poderão fazer novo pedido de opção pelo Simples Nacional até a quarta-feira (31). Entretanto, terão que regularizar os débitos, por meio de pagamento ou parcelamento, para que o pedido seja deferido.
Até o dia 11 de janeiro, foram realizados 132.317 pedidos de opção pelo Simples Nacional. A Receita alerta que as empresas que foram excluídas e pretendem continuar no Simples Nacional devem regularizar os débitos e fazer novo pedido de opção no Portal do Simples Nacional.
É permitido o cancelamento da solicitação da opção pelo Simples Nacional se o pedido não tiver sido deferido. O cancelamento não é permitido para empresas em início de atividade.

Vantagens

Segundo Heber Dionízio, da Contabilizei Contabilidade, além de vantagens como a redução da carga tributária frente ao lucro presumido, as empresas enquadradas no regime têm sua contabilidade simplificada, como a isenção de algumas declarações e facilidade na regularização de eventuais débitos com a Receita.
Entre as mudanças, está o aumento do teto de faturamento para enquadramento no regime, o que permitirá que um maior número de empresas possa solicitar adesão ao sistema.
De acordo com o Sebrae, atualmente cerca de 12 milhões de empresas aderem ao Simples.

Quem pode aderir ao Simples?

O Simples Nacional somente se aplica às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais. Em agosto deste ano, o Comitê Gestor do Simples Nacional regulamentou um aumento do teto anual de faturamento para que as empresas possam se enquadrar nas regras do sistema. Confira os novos valores válidos a partir de 2018:
  • Microempreendedor Individual: até R$ 81 mil;
  • Microempresa: até R$ 900 mil;
  • Empresa de Pequeno Porte: até R$ 4,8 milhões.
  • Todos os estados e municípios têm participação obrigatória no Simples Nacional, mas o teto de faturamento pode variar de acordo com cada região.

Quem não pode aderir?

Não podem aderir ao Simples a empresa que, entre outros:
  • tenha outra pessoa jurídica como acionista;
  • participe do capital de outra pessoa jurídica;
  • seja filial, sucursal, agência ou representação, no país, de pessoa jurídica com sede no exterior;
  • tenha um dos acionistas com participação em qualquer outra empresa de fins lucrativos, considerando que a soma da receita bruta dessas empresas ultrapasse R$3,6 milhões;
  • tenha sócio que more no exterior;
  • constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
  • exerça atividades relacionadas a energia elétrica, importação de combustíveis, automóveis e motocicletas, transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, crédito, financiamento, corretagem, câmbio, investimento, cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes, cessão ou locação de mão-de-obra, loteamento e incorporação de imóveis, locação de imóveis próprios;
  • possua débito, ainda exigido, com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal;
  • esteja sem inscrição ou com irregularidade em cadastro fiscal federal, municipal ou estadual, quando exigível.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Inflação oficial ganha força no início de 2018 e fica em 0,39%, indica prévia


Essa é a segunda menor taxa para um mês de janeiro desde 1994. Em janeiro de 2017, o índice havia chegado a 0,31%.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial, iniciou 2018 em alta, passando de 0,35% em dezembro de 2017 para 0,39%, em janeiro deste ano.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a segunda menor taxa para um mês de janeiro desde 1994. Em janeiro de 2017, o índice havia chegado a 0,31%.
Em 12 meses, o IPCA-15 variou 3,02%, acima dos 2,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Foram os preços dos alimentos e das bebidas que puxaram a alta do IPCA-15 em janeiro. De uma queda de 0,02%, a variação passou para um aumento de 0,76%. Influenciaram os preços de alimentos consumidos em casa (0,97%), tomate (19,58%), batata-inglesa (11,70%), frutas (4,39%) e carnes (1,53%).
Entre os grupos de despesas que entram no cálculo do IPCA-15, o de transportes apresentou o resultado mais elevado. Apesar de ser o mais alto, o índice registrou desaceleração de dezembro para janeiro, de 1,16% para 0,86%, e não foi a maior influência na prévia da inflação porque tem peso menor do que os alimentos.
Os preços dos combustíveis subiram 2,54%, com destaque para a gasolina, que ficou, em média, 2,36% mais cara, refletindo, nas bombas, os reajustes autorizados pela Petrobras, nas refinarias, que totalizaram 2,75% no período de coleta do IPCA-15.
Também subiram os preços de etanol (3,86%) e tarifas dos ônibus urbanos (0,43%) e intermunicipais (0,94%).
As variações dos outros grupos foram as seguintes:
  • Habitação: de 0,43% para -0,41%
  • Artigos de Residência: de -0,27% para 0,06%
  • Vestuário: de 0,32% para 0,36%
  • Transportes: de 1,16% para 0,86%
  • Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,27% para 0,41%
  • Despesas Pessoais: de 0,44% para 0,19%
  • Educação: de 0,03% para 0,28%
  • Comunicação: de -0,26% para 0,08%

Índices regionais

O mais elevado partiu das regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba (0,52%) onde se destacaram os preços da gasolina. O menor índice foi o de Belém (-0,06%) sob influência das quedas de 7,54% nas tarifas de energia elétrica e de 9,40% na passagem aérea.

 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Com influência do Brasil, desemprego na América Latina e Caribe deve subir pelo 3º ano seguido, diz OIT


Em relatório, a organização prevê que a taxa de desocupação comece a cair em 2018. 

O desemprego na região da América Latina deve terminar 2017 em alta pelo terceiro ano consecutivo, mas a previsão para 2018 é de queda no índice que mede a desocupação. É o que estima a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relatório divulgado nesta segunda-feira (18), que aponta ainda que a recuperação do Brasil já se reflete no mercado de trabalho.
Segundo a OIT, a taxa de desocupação na América Latina deve terminar o ano em 8,4%, depois de fechar 2016 em 7,9%. Para 2018, a previsão para o dado é de 8,1%.
No entanto, os números são fortemente influenciados pelos dados do Brasil, que representa cerca de 40% da população economicamente ativa da região. Por isso, a OIT apresentou os mesmos dados sem incluir o Brasil na conta.
O resultado é que, sem considerar o Brasil, o desemprego na América Latina deve cair já em 2017, com a taxa de desocupação passando de 6,1% no ano passado para 5,8%.
Segundo a pesquisa, a taxa de ocupação da região caiu 0,2 ponto percentual no terceiro trimestre, puxada pelo recuo brasileiro de 0,8 ponto percentual no Brasil.
O Brasil se destaca no relatório da OIT como o maior crescimento da taxa de desocupação no trimestre. No ano passado, 13 dos 19 países da região tiveram aumento no índice no mesmo período, enquanto em 2017 foram apenas 9. Entre eles, o Brasil lidera o ranking de alta do desemprego, com aumento de 1,8 ponto percentual. 
No Brasil, a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostra que, no trimestre terminado em outubro, o índice de desempregou ficou em 12,2% - o que mostra queda em relação ao trimestre anterior, mas um aumento na comparação com o ano passado. Além disso, O IBGE também mostra que, de fevereiro a outubro, 74% das vagas de trabalho criadas no país foram informais. 

Recuperação brasileira

A OIT aponta que “a recuperação do crescimento econômico no Brasil já está se expressando em alguns desenvolvimentos positivos no mercado de trabalho”.
“Com um crescimento esperado ainda mais alto em 2018, é muito provável que melhorem os indicadores de desocupação brasileiros e regionais”, diz a OIT, afirmando ainda que essa recuperação deve ajudar a impulsionar o crescimento da região como um todo.
Segundo a OIT, alguns fatores que “explicam a recuperação da região [...] estão associados ao comportamento das economias do Brasil e da Argentina, que representam um pouco mais de 50% do PIB da região”.
“Se é certo que em 2016 o Brasil viu agravado seu panorama econômico adverso por uma crise política que, por um lado, paralisou a formulação de políticas econômicas e por outro, prejudicou gravemente a confiança, também é certo que o impacto da dita crise política sobre a economia brasileira se diluiu bastante durante 2017”, comenta a OIT.
O relatório aponta que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o Brasil é de 0,7% em 2017 e 1,5% em 2018. Por aqui, o governo estima uma alta maior, de 1,1% neste ano e de 3% em 2018.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Juro deve cair para 7,5% ao ano nesta quarta e baixar rendimento da poupança


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (25) para definir a taxa básica de juros e a estimativa de analistas do mercado é de que a Selic será reduzida dos atuais 8,25% para 7,5% ao ano.
Se confirmada essa previsão, será o nono corte consecutivo nos juros básicos da economia, o que levará a taxa ao menor patamar desde abril de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro anos.
Nesse patamar, a taxa também ficaria muito próxima da mínima histórica, de 7,25% ao ano, que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013.
A estimativa dos analistas é que o juro continue a recuar nos próximos meses, chegando a 7% ao final deste ano, e permanecendo neste patamar até o final de 2018. 
A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2017 e para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, de modo que o IPCA pode variar entre 3% e 6% nestes anos sem que a meta seja formalmente descumprida.
Normalmente, quando a inflação está alta o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito freiar o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.
Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. 
Após uma longa recessão, a economia dá sinais de reaquecimento, mas os preços ainda seguem comportados por conta, também, de boas safras agrícolas.
De janeiro a setembro, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 1,78%, bem abaixo dos 5,51% em igual período do ano passado. Foi a menor inflação acumulada até setembro desde 1998.
Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará em 3,06%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. 

Rendimento da poupança

Com o recuo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança também deve ficar menor a partir desta quinta (26).
Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança quando a Selic ficar abaixo de 8,5%.
Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.
Se o juro básico da economia recuar para 7,5% ao ano, a partir desta quinta a correção da poupança passaria a ser de 70% desse valor - o equivalente a 5,25% ao ano, mais Taxa Referencial.
O rendimento da poupança pode ficar ainda menor caso o Copom promova novos cortes na Selic nos próximos meses - analistas consultados pelo BC estimam que os juros básicos terminem 2017 em 7% ao ano.
No fim do ano passado, dado mais recente, o país tinha mais de 148 milhões de contas poupança ativas, que concentravam R$ 658 bilhões. Em setembro deste ano, o valor já havia subido para R$ 694 bilhões.

Por que a regra mudou?

Desde 1991, a poupança rende, ao menos, 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais a Taxa Referencial, com exceção de um período entre maio de 2012 e julho de 2013, quando os juros básicos da economia também ficaram abaixo de 8,5% ao ano.

A medida visa evitar que a poupança fique mais atrativa que os demais investimentos, cujos rendimentos caem junto com a Selic. Sem o redutor, a poupança passaria a atrair recursos de grandes poupadores, que deixariam de comprar títulos públicos.
Se isso acontecesse, um dos prejudicados seria o governo, que teria dificuldades para fazer a chamada "rolagem" da dívida pública, ou seja, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para pagar os papéis que estão vencendo.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Rombo nas contas do governo em agosto cai 52%, para R$ 9,59 bilhões


No acumulado de janeiro a agosto, porém, déficit fiscal aumentou para R$ 85,8 bilhões, o pior resultado para o período em 21 anos.

 

As contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 9,59 bilhões em agosto, informou nesta quinta-feira (28) a Secretaria do Tesouro Nacional. Isso quer dizer que as despesas superaram as receitas neste valor. A conta não considera, porém, os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.
De acordo com dados oficiais, o rombo fiscal foi 52,7% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando somou R$ 20,3 bilhões - no que foi o pior resultado para meses de agosto da série histórica, que tem início em 1997.
A melhora nas contas públicas em agosto acontece em um momento no qual a economia brasileira começa a se recuperar da forte recessão dos últimos anos - com algum reflexo na arrecadação.
Ao mesmo tempo, o governo tem dificuldades para cortar gastos, pois as despesas obrigatórias consomem cerca de 90% do orçamento. 

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, as contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 85,8 bilhões, com aumento de 12,9% frente ao mesmo período do ano passado (-R$ 75,99 bilhões).
O resultado deste ano foi o pior, para este período, desde que os números começaram a ser calculados pelo Tesouro Nacional, há 21 anos atrás.
O governo lembra que houve uma antecipação, em maio e junho de 2017, do pagamento de precatórios que normalmente aconteceria no fim do ano.
Sem esse efeito, informou o governo, as contas do governo teriam registrado um rombo menor, de R$ 18,1 bilhões nos oito primeiros meses deste ano.

Precatórios são dívidas do poder público resultantes de condenação judicial definitiva.
"Desconsiderando-se a antecipação de precatórios, o resultado acumulado teria sido um déficit de R$ 67,7 bilhões", informou o Tesouro Nacional.
  • As receitas totais recuaram 0,7% em termos reais (após o abatimento da inflação) de janeiro a agosto deste ano, para R$ 883 bilhões.
  • Já as despesas, cresceram 0,3% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, para R$ 815 bilhões.

Previdência Social

Os números oficiais mostram também que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 87,57 bilhões, nos oito primeiros meses de 2016, para R$ 113,27 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento de 29,3%.
Para 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre resultado negativo de R$ 185,7 bilhões.
O Congresso discute proposta do governo Michel Temer para a reforma da Previdência. De acordo com o governo, o objetivo da medida é frear o crescimento do déficit do INSS.

Concessões, dividendos e investimentos

Nos oito primeiros meses deste ano, ainda de acordo com os dados oficiais, as receitas com concessões registraram forte queda, para R$ 4,78 bilhões, contra R$ 20,91 bilhões no mesmo período do ano passado.
Esse valor, porém, subirá, uma vez que o governo concluiu nesta semana leilões de usinas hidrelétricas em Minas Gerais, arrecadando R$ 12,13 bilhões, além de outros R$ 3,8 bilhões em bônus relativos ao leilão de blocos de petróleo e gás.
Por outro lado, houve um aumento no recebimento de dividendos, que totalizaram R$ 4,64 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, em comparação com R$ 1,27 bilhão no mesmo período de 2016.
Dividentos são uma remuneração recebida pela participação acionária em empresas. No caso do governo federal, essa remuneração vem das ações detidas pela União em empresas como Petrobras. 

Os dados oficiais mostram que o governo também diminuiu fortemente o pagamento de investimentos feitos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida: de R$ 24,75 bilhões, entre janeiro e agosto de 2016, para R$ 14,14 bilhões no mesmo período deste ano - uma queda de 42,8%.

Meta fiscal

Todos os anos, o governo precisa cumprir uma meta pré-estabelecida para o resultado das contas públicas. Para 2017, ela é de déficit (resultado negativo) de R$ 159 bilhões.
Esse valor foi recentemente alterado pelo Congresso, após proposta do governo. A meta anterior, que já foi modificada, era mais baixa, de um rombo de até R$ 139 bilhões.
Com a mudança, o governo ganhou uma folga de R$ 20 bilhões, dos quais serão liberados, para novos gastos, R$ 12,8 bilhões, conforme anúncio feito na semana passada pelo Ministério do Planejamento.
Antes da mudança da meta, o bloqueio no orçamento, em relação aos valores aprovados pelo Congresso Nacional, era de cerca de R$ 45 bilhões.
Com o orçamento apertado e os gastos limitados pela regra do teto, que começou a valer neste ano, o governo já reduziu investimentos e sofre para manter alguns serviços.
Mesmo com a liberação de mais R$ 12,8 bilhões em gastos, cerca de R$ 32,2 bilhões em despesas permanecerão contingenciados.
Na semana passada, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, avaliou que este ainda é um "nível elevado de contingenciamento". "Os órgãos deverão manter sua política de contenção de despesas", disse ele naquele momento.
Para tentar atingir a meta fiscal deste ano, o governo já tinha anunciado a elevação da tributação sobre combustíveis e conta também com recursos do novo Refis (cerca de R$ 8,8 bilhões).
Porém, nesta quarta-feira (27), o Congresso Nacional aprovou regras mais benéficas para este parcelamento de tributos atrasados, que deverá reduzir essa estimativa de arrecadação.


 

segunda-feira, 24 de julho de 2017


Mercado vê inflação mais alta em 2017 após aumento de imposto do combustível

Analistas ouvidos na semana passada pelo Banco Central elevaram estimativa para inflação de 3,29% para 3,33%. Mercado manteve previsões para alta do PIB e para os juros.

Após o governo anunciar o aumento da alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis, economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para a inflação neste ano, informou nesta segunda-feira (24) o Banco Central no relatório conhecido como Focus.
De acordo com os analistas, ouvidos pelo BC na semana passada, a inflação agora deve ficar em 3,33%, na média. No relatório anterior, feito com base nas previsões coletadas pelo Banco Central na semana retrasada, os economistas estimavam que a inflação ficaria em 3,29%, na média.
A nova estimativa interrompe uma sequência de sete quedas seguidas no indicador. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas pelo BC.
Apesar da alta, a nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.
Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN.
Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.
Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 4,20% na última semana. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

PIB e Juros

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro manteve sua estimativa de crescimento em 0,34%. Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão da economia em 2%.
O mercado financeiro também manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 8% ao ano para o fechamento de 2017.
Ou seja, os analistas continuaram a estimar uma redução dos juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.
Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic permaneceu 8% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio do dólar no fim de 2017 ficou estável em R$ 3,30. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana recuou de R$ 3,45 para R$ 3,43.
A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 permaneceu em US$ 60 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit caiu de US$ 47,8 bilhões para US$ 45,5 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 75 bilhões.

 

sábado, 8 de julho de 2017

Ações contra a Petrobras nos EUA precisam de mudanças, diz tribunal


Juiz deve redefinir quais investidores podem processar a petroleira para reaver supostas perdas ligadas à corrupção.

Um juiz dos EUA deve redefinir quais grupos de investidores podem processar a Petrobras na tentativa de recuperar bilhões de dólares de supostas perdas ligadas ao escândalo de corrupção que envolveu a petroleira no Brasil, afirmou nesta sexta-feira (7) um tribunal de recursos norte-americano.
Entretanto, o 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA em Manhattan rejeitou o pedido da Petrobras de que ele imponha um padrão mais difícil para os investidores nas ações antes de provarem que foram lesados.
Jeremy Lieberman, um advogado dos investidores, afirmou em um comunicado que estava "muito satisfeito" com a decisão, que em sua avaliação abriu caminho para que seus clientes busquem uma data de julgamento. O litígio foi suspenso na pendência da resolução do recurso.
Em nota, a Petrobras destacou que a Corte Federal de Apelações em Nova York acolheu em parte recurso da empresa. E empresa disse ainda que "dentre outras questões, a Corte entendeu que o juiz deveria ter considerado a necessidade de prova de localização das transações nos Estados Unidos através de evidências comuns aos membros da classe".
Investidores moveram ações judiciais após promotores no Brasil acusarem ex-executivos da Petrobras de aceitarem subornos ao longo de uma década, principalmente de empresas de construção e engenharia.
A Petrobras afirmou que foi uma vítima, mas seu valor de mercado mergulhou quando o escândalo se aprofundou.

 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Após denúncias contra Temer, mercado vê inflação mais alta e PIB menor


Previsão para a inflação subiu de 3,92% para 3,95% em 2017, interrompendo 11 semanas de queda. Para o PIB, estimativa caiu de alta de 0,50% para 0,49%.

O mercado financeiro começou a ajustar suas estimativas para a economia após as denúncias de executivos da JBS de que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. As previsões de inflação para 2017 e para 2018 subiram e as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuaram.
As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (29) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.
Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado subiu sua previsão de 3,92% para 3,95%. Com isso, foi interrompida uma sequência de onze semanas de queda do indicador.
Mesmo assim, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.
Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.
No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015, a meta foi descumprida pelo BC – naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%.
Já para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação avançou de 4,34% para 4,40%. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

Produto Interno Bruto

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,50% para 0,49%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2018, os economistas das instituições financeiras baixaram sua estimativa de expansão da economia estável de 2,50% para 2,48%.

Taxa de juros

O mercado financeiro manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 8,5% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas continuam estimando novas reduções de juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.
Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic continuou em 8,5% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. A instituição tem de calibrar os juros para atingir índices pré-determinados pelo sistema de metas de inflação brasileiro.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Entretanto, também prejudicam a economia e geram desemprego.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio do dólar no fim de 2017 subiu de R$ 3,23 para R$ 3,25. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana avançou de R$ 3,36 para R$ 3,37.
No dia seguinte à divulgação das denúncias envolvendo Temer (18), a moeda norte-americana disparou e fechou na maior alta em 18 anos, subindo 8,15% e cotado a R$ 3,38. Depois, a divisa entrou em um movimento de ajuste, mas ainda terminou a semana passada com alta acumulada de 0,25%. Na última sexta-feira (26), o dólar fechou a R$ 3,26.
A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 subiu de US$ 56 bilhões para US$ 56,2 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit foi elevada de US$ 42,9 bilhões para US$ 43,1 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, recuou de US$ 79,5 bilhões para US$ 79 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas permaneceu estável em US$ 78,75 bilhões.

Crise política

O presidente Michel Temer foi gravado por Joesley Batista, dono da JBS, supostamente dando aval para a compra o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Na conversa, o empresário ainda confessou que vinha usando juízes e um procurador da República para obter vantagens para suas empresas e Temer deu seu aval para seu nome fosse usado por Joesley para obter ajuda junto ao ministro da Fazenda.
A Procuradoria-Geral da República alega que Temer deu "anuência" para o pagamento de propina a Cunha e tentou impedir o avanço da Lava Jato. Ele será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça.
Apesar de Temer já ter declarado que não irá renunciar, o escândalo colocou em cheque sua permanência no comando do país até o fim de 2018. O mercado teme que as reformas de que o país depende para sair da recessão, em especial a da Previdência, não sejam aprovadas caso a equipe econômica seja trocada.
Diante da crise política, a agência de classificação de risco Moody's alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de estável para negativa na sexta-feira (26). No mesmo dia, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, pediu demissão alegando motivos pessoais.
Essas incertezas estão refletidas na piora dos indicadores para inflação e PIB divulgados no Focus.

 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Taxa de juros do cartão de crédito cai ao menor nível desde 2015, diz Anefac


As taxas médias de juros cobradas nas operações de crédito caíram em abril pelo 5º mês seguido, segundo pesquisa mensal divulgada nesta quinta-feira (13) da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Os juros do cartão de crédito ficaram em 397,75% - a menor média desde abril de 2015, quando a taxa era de 378,76%.
Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas da Anefac, aponta, no entanto, que os patamares dos juros ainda são considerados altos.
Segundo o levantamento, todas as 6 linhas de crédito para pessoa física e 3 linhas para pessoa jurídica pesquisadas reduziram suas taxas de juros no mês na comparação com o mês anterior.
A nova queda é atribuída à nova redução da Selic promovida pelo Banco Central em sua última reunião de abril e a avaliação da Anefac é que sejam feitas novas reduções da taxa básica de juros, o que poderá possibilitar novas diminuições das taxas cobradas pelos bancos.
"Mas é necessário ter cautela tendo em vista o cenário econômico atual que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência por conta da recessão econômica em curso bem como o desemprego elevado, pois pode haver o risco de novas elevações das taxas de juros das operações de crédito aos consumidores tanto na pessoa física quanto na jurídica", ressalva Oliveira.
Veja a variação de taxas por linha de crédito:

Para pessoas físicas

Na média, o juro do crédito para pessoa física passou de 153,78% ao ano, em março, para 148,20% ao ano em abril. Trata-se da menor taxa de juros desde fevereiro de 2016.
Cartão de crédito: de 442,33% ao ano (março) para 397,75% ao ano (abril)
Cheque especial: de 305,76% a.a. (março) para 302,31% a.a. (abril)
Juros do comércio: de 98,05% a.a. (março) para 95,82% a.a (abril)
Financiamento de automóveis (bancos): de 30,60% a.a. (março) para 30,30% a.a. (abril)
Empréstimo pessoal (bancos): de 70,17% a.a. (março) para 68,62% a.a. (abril)
Empréstimo pessoal (financeiras): de 158,90% a.a. (março) para 156,05% a.a. (abril)

Para pessoas jurídicas

Para pessoa jurídica, a taxa de juros média caiu de 72,33% ao ano em março para 71,15% ao ano em abril, sendo a menor taxa de juros desde março de 2016.
Capital de giro: de 34,80% ao ano (março) para 34,33% ao ano (abril)
Desconto de duplicatas: de 42,91% ao ano (março) para 42,24% ao ano (abril)
Conta garantida: de 162,37% ao ano (março) para 159,48% ao ano (abril)

Cartão de crédito

A queda do juro do cartão de crédito ocorre após uma mudança na regulamentação da linha de rotativo, que permite ao cliente fazer o pagamento mínimo da fatura. Com a nova regra que entrou em vigor em abril deste ano, o consumidor só pode entrar no rotativo uma vez. No mês seguinte, ele terá de efetuar o pagamento total da fatura ou entrar me uma linha de crédito pessoal.
Os dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços mostram uma queda ainda maior no juro do rotativo em abril. Os dados consideram apenas as taxas dos cinco maiores emissores e desconsideram o juro dos pagamentos em atraso.
Na terceira semana de abril, as taxas dos cinco maiores emissores de cartão foram de 456,6% ao ano para 233,9% ao ano, em média. Considerando os juros ao mês, a queda foi de 15,4% para 10,6%.
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